A dialética negativa de Theodor Adorno exige tamanha
elucubração, sua escrita nada melindrada me impediu de avançar os seus parágrafos. Me faz lembrar Nietzsche que dizia que os seus escritos não abrigavam verdades válidas para todos, apenas interpretações e que sua autoridade advinha do fato de ninguém o entender. Com Adorno é a mesma coisa. Sobretudo a
dedicação de esclarecer uma escrita densa soa desafiador.
Conheci o pensamento
da escola de Frankfurt, no primeiro ano graduando comunicação social, era
parada obrigatória a disciplina Teoria da comunicação. A docente Verônica Fox oriunda
do Equador quem era emissora, e sobre vestígio atávico de um sotaque portunhol, fui
receptor da mensagem: Teoria Hipodérmica, ruído, efeito cognitivo, funcionalismo, Escola de Frankfurt, Dialética Negativa, etc. Interessantemente Dialética Negativa chamou atenção– Não
imaginava o que teria para desbravar.A dialética de adorno reage de forma dicotômica em relação à
dialética positiva de Hegel. Quanto à estética hegeliana,é unânime em apenas um
sentido – o fim da arte! Para os Frankfurtianos. “Negas na estreita do ponto em
que afirmas ideologicamente”. Na sua dialética negativa, Theodor Adorno nos ensinou a ter cuidado com a perspectiva da dialética hegeliana que conduziu um visão totalitária, o marxismo. A razão acaba por se tornar instrumental, o diferente deve agora transformar-se em idêntico. O mesmo domina o homem e a natureza. Autoritarismo sobre o outro, covardia de modo a atingir um totalitarismo de grupo fechado.

